Fusões e Aquisições
Fusão - A fusão entre duas ou mais companhias é considerada a mais complexa das operações associativas, sendo também a mais conhecida. As principais motivações de operações de fusão são as sinergias conseguidas com a junção das empresas. Sinergias tecnológicas, por exemplo, criam novos produtos ou ampliam capacidades. Operacionalmente é comum o ganho de massa critica na manufatura dos produtos e o corte de custos duplicados. De todas as formas, um processo de fusão precisa ser minuciosamente estruturado para que as sinergias sejam bem dimensionadas e possam ser adequadamente aproveitadas após a conclusão da transação. A convivência dos novos sócios também precisa ser bem detalhada, em um acordo de acionistas que regule as regras de governança e soluções para possíveis divergências futuras.
Aquisição - Na busca pela melhor estratégia de expansão, a aquisição freqüentemente surge como opção preponderante. Os pontos críticos em processos de aquisição são (1) a definição do perfil da empresa alvo que atenderá aos critérios de aquisição, (2) obtenção de interesse sério das empresas-alvo (3) a negociação e estruturação dos termos da transação adaptadas a cada caso específico (4) a mitigação de riscos através de cuidadoso processo de due diligence (5) a negociação dos contratos e (6) obtenção de recursos para a aquisição, se necessário. Comprar a empresa errada ou no momento errado pode trazer danos irreparáveis à saúde da empresa adquirente. Além disso, a forma de estruturar juridicamente a operação merece cuidado especial, pois existem várias formas de adquirir um ativo e de equacionar as questões tributária e patrimonial.
Uma possibilidade é a aquisição concretizada através do empréstimo da maioria dos recursos financeiros necessários para a compra, conhecida como LBO (leveraged buy-out) ou compra alavancada. Geralmente os próprios ativos da empresa negociada são utilizados para inteirar as garantias do financiamento. Outra possibilidade é o próprio vendedor financiar parte da aquisição, aceitando parcelamento do pagamento. Por fim, fundos de investimentos podem ser convidados a trazer recursos de longo prazo para a empresa, em troca de participação acionária. Pode ainda haver a iniciativa de compra por parte do grupo de gestores da empresa em questão, conhecido como MBO (management buy-out).





