Operações selecionadas e com divulgação pública
Providência vende a Provinil para a belga Aliaxis
Valor Econômico | 19/09/2008
A Companhia Providência decidiu centralizar esforços na produção de não-tecidos, seu carro-chefe, e vendeu para o grupo belga Aliaxis, por R$ 82 milhões, a Provinil, sua divisão de tubos e conexões de PVC. A operação, que será concluída em 40 dias, abre as portas do mercado brasileiro para a Aliaxis, empresa que teve receitas de R$ 2,4 bilhões em 2007 e atua em 50 países. A Providência, por sua vez, tem como meta ser um dos principais fabricantes mundiais de não-tecidos.
Fundada em 1963 como uma indústria de embalagens, a Providência passou a produzir tubos de plástico em 1978 e enfrentava concorrentes de peso, como a Tigre e a Amanco. No fim de 2006, a companhia foi comprada pelos fundos de investimentos AIG Capital, Asas (da família Constantino), Governança & Gestão (do ex-ministro Antônio Kandir) e pelo banco Espírito Santo. Os novos controladores perceberam que precisavam tomar uma decisão: ou investiam para aumentar a fatia de mercado nesse segmento, de cerca de 7% das vendas domésticas, ou procuravam um sócio. Ficaram com a segunda opção.
Os R$ 82 milhões da venda da Provinil irão engrossar o caixa que, no fechamento do semestre, era de R$ 175 milhões. Freitas explicou que houve uma coincidência de interesses. A Providência queria sair do segmento de tubos e conexões e a Aliaxis queria entrar no país. As negociações entre as duas tiveram início no começo do ano. A Aliaxis vai usar as instalações e equipamentos que eram da Providência, em São José dos Pinhais e, num primeiro momento, vai compartilhar também refeitório, vigilantes e portaria. Ela ficará com cerca de 400 empregados. A Providência passará a ter 570 trabalhadores. A Aliaxis produz tubos de PVC para transporte de fluidos, usados em construção civil, saneamento e esgoto, indústria e empresas de infra-estrutura. Na América Latina, já tem atuação no México, Porto Rico, Nicarágua, Colômbia e Peru.

















